domingo, 28 de outubro de 2012

Grãos de Areia


Somos todos tão iguais e nos vemos tão diferentes! E quando nossos sentimentos se cruzam com o que lemos ficamos surpresos... Não somos os únicos a sentir dor; não somos os únicos a sentir medo, insegurança... não somos os únicos a temer o desconhecido, a sentir decepção, a chorar de tristeza, a ficar na dúvida, a não saber que decisão tomar e recear ter feito a escolha errada...
Sofremos mais porque nos vemos sós. Porque temos dificuldade em imaginar que outras pessoas passem por caminhos parecidos com os nossos. Porque nos fechamos no nosso quarto e em nós... nos sentimos tão miúdos que dificilmente imaginamos que fora da nossa janela outros seres sentem-se pequenininhos também, cada qual sozinho na sua dor e solidão.
A auto-piedade que nos devasta, assola milhares de eus espalhados por aí. Vistos do alto, somos apenas pequenos pontos, grãos de areia no mar da vida, tremendamente parecidos. E a chuva, quando rega a terra, não escolhe cabeça; o sol ilumina tudo por igual e a lua pode encantar qualquer um. Somos todos sim iguais na alma, na pequenez e na grandeza; Eu choro também, me comovo, morro um pouquinho a cada dia e renasço na minha fé.
Desanimo de vez em quando e ergo a cabeça logo depois; espero impaciente o nascer do dia e faço planos pro dia seguinte. Me faço mil perguntas para as quais não encontro respostas. Somos assim, tão iguais eu e você e tantos outros!... A prova disso é que você se identifica com o que digo. Se a emoção que aperta meu peito, aperta o peito de quem me lê, é porque somos feitos do mesmo barro.
E se posso ver e crer na vitória e ultrapassar meus limites é porque todo mundo, cada um pode. Podemos conjugar todos os verbos em todos os tempos! É verdade que o sol não nasce e não se põe pra nós no mesmo momento, mas isso não muda em nada a verdade de que somos assim maravilhosos e importantes grãozinhos de areia aos olhos de Deus.
 Letícia Thompson

O Grande Teatro


Pensando bem acho que a gente vive em uma eterna novela… pessoas representando o tempo todo, não demonstrando o que realmente são, vivendo um personagem, dizendo e fazendo coisas que muitas vezes não gostariam de fazer só pra agradar alguém ou pra conseguir algo em benefício próprio. Hoje em dia é muito difícil saber quem é de verdade e quem é de mentira, a cada dia você se surpreende com palavras e atitudes de pessoas que você acreditava ser de um jeito, que se mostrava ser de um jeito, mas que por algum motivo não aguentaram sustentar um personagem e deixaram a máscara cair, acho que todo mundo acaba em algum momento criando um personagem e isso vale pra mim e pra você que tá lendo isso...com certeza em vários momentos a gente não podia ser sincero e falar tudo que pensávamos, talvez por não querer magoar ou por medo das consequências...acho que na verdade ninguém consegue ser totalmente sincero, porque sinceridade se confunde com arrogância, prepotência e muitas vezes falta de compaixão e falar o que pensa nem sempre é bom porque são opiniões particulares e nem sempre são o retrato da realidade e a realidade só sabe quem vive.
Ser transparente não é simplesmente ser sincero, não enganar os outros...é muito mais que isso, é tentar mostrar o que se sente, chorar quando tiver vontade, sorrir quando achar engraçado e derrubar os muros que nós mesmos levantamos quando criamos um personagem...ninguém chega até você com esse enorme muro que você criou, as pessoas irão até se interessar pelo personagem que você criou mas sua vida ainda vai continuar vazia porque você sabe que qualquer hora a máscara vai cair e todo carinho que você recebia será transformado em decepção.
Muita gente que me conhece diz que eu falo pouco e isso é verdade, falo pouco pra não dar opiniões quando elas não são solicitadas, pra não ser obrigado a falar o que eu penso e assim , algumas vezes, magoar as pessoas e isso não é porque vou falar coisas ruins é porque as pessoas não suportam ouvir verdades ou querem que a gente só diga aquilo que elas querem ouvir e isso não é comigo, falo o que penso e acredito... e se não posso dizer, fico calado, acho mais sensato e procuro ficar na minha, só observando os detalhes, ouvindo e prestando atenção no comportamento das pessoas...não é difícil identificar quem tá interpretando, basta não se deixar envolver por palavras bonitas ou por tudo aquilo que você gostaria de ouvir...olhar no olhos e prestar atenção já é o suficiente pra derrubar máscaras, quem mente não aguenta um olhar penetrante, se sente incomodado e logo se condena.
Acho que a sinceridade deve ser obrigatória com as pessoas que nos amam e que amamos, porque é a base do sentimento e todo mundo só consegue amar o que acredita e respeita. Para o resto eu reservo meu silêncio e quem sabe um pouco do meu “eu”.

Giba

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eu Escolhi Persistir


A época mais fria do ano chegara sobre o vilarejo recostado às montanhas do grande vale. Um menino atrevia-se na temperatura que cortava a pele, e descia uma ladeira com passos firmes. Nenhuma outra alma viva se encontrava por aquelas ruas.
Estava trêmulo de frio, mas apertava-se em si mesmo, e seguia em frente.
Algumas pessoas o viam passando da janela de suas casas, e instantaneamente ficavam espantadas. Logo, uma multidão perplexa diante da cena estava às janelas das casas, e discutiam entre si sobre o que tão pequeno menino estaria fazendo sozinho lá fora naquele frio.
Um vizinho o reconheceu e foi à porta de sua casa chamá-lo. – Tá maluco, rapazinho? Volta pra tua casa! Você vai congelar aqui na rua!
- O meu avô está passando mal. Eu preciso chegar à farmácia. – respondeu o menino, reunindo forças para enfrentar o sopro gelado das montanhas que lhe vinha de encontro.
O homem deu de ombros para sua causa. – O seu avô já está nas últimas, menino. Não perca tempo, não se arrisque. Acha que vai adiantar o que você está fazendo? Acha que ele vai se recuperar dessa vez? Vá pra casa! Esse frio vai te deixar doente! Salve a sua vida!
Mas o menino não lhe deu ouvidos, virou as costas e seguiu andando.
À frente, outro vizinho o reconheceu, chamando-o de pronto, muito espantado. – Menino, endoidou? Olha o frio que está fazendo! Vá pra sua casa!
- O meu avô está doente, senhor. Está passando mal. Eu preciso chegar a farmácia.
O homem também tratou aquilo com indiferença. – Menino, o que você tem na cabeça? Seu avô já está doente não é de hoje. Acha que ele vai viver muito, ou você que está querendo morrer? Vá zelar pela sua vida! Volta pra sua casa!
Mas o menino não aceitou, virou as costas e continuou seguindo em frente.
Finalmente chegou à farmácia, e por insistência das batidas à porta, protestando muito, o dono do estabelecimento veio recebê-lo; e, como todas as outras pessoas, ficou espantado ao se deparar com aquele menino em pé diante da porta, trêmulo, lutando contra o frio.
- Eu preciso desse remédio, senhor. O meu avô está doente.
O homem sentiu o seu coração apertar. Segurando a receita médica nas mãos, olhou para o menino de relance. O pequeno o olhava com determinação. Não voltaria para casa sem aquele remédio para o avô. Como o farmacêutico ia lhe dar aquela notícia? Não tinha jeito, ele teria de dizer.
- Eu não tenho essa medicação – começou o homem, sentindo um nó na garganta. - Aliás, estou com pouquíssimos remédios em estoque. Devido a este mau tempo, o caminhão de entregas não conseguiu chegar até aqui.
O menino suspirou e olhou para baixo, avistando seus pés que doíam profundamente de cansaço e desesperados por um pouco de calor.
- Tem uma farmácia no outro vilarejo, há duas quadras. Mas, menino olha como está frio! Olhe você, tremendo de frio! Venha, entre! Eu farei um chá bem quente, e trarei um agasalho pra você. Menino, não compensa ir até tão longe!
O menino ergueu os olhos e o encarou com tranqüilidade e firmeza.
- Eu já andei até aqui. Duas quadras é pouco – falou, sem pestanejar. E seguiu em frente.
Alguns minutos mais tarde o pequeno tinha nas mãos a medicação de que precisava. E todo o vilarejo o acompanhou das janelas das casas na volta para sua casa. Foi uma cena comovente. Sozinho, trêmulo, apertando-se em si mesmo para se esquentar, ele seguiu, firme.
- Mãe, eu cheguei, e trouxe o remédio para o meu avô. Como ele está?
Dois meses depois, e a mãe levava à mesa um bolo todo decorado, para a comemoração do aniversário de seu filho. Ele surgira à porta da sala, trazendo enfeites para finalizar a decoração.
- Como você vai colocar esses enfeites no alto? Precisará de uma escada. – falou o pai, procurando ajudá-lo.
O menino o olhou e sorriu com gratidão. – Não será necessário. – E, olhando para o lado, avistou algo que fez seu coração transbordar de felicidade. - O vovô é bem alto e consegue alcançar.
Então o senhor sorridente e cheio de saúde aproximou-se do neto, fez-lhe um cafuné, e tomou os enfeites para colocá-los onde o menino estava indicando.
As pessoas começaram a chegar. Todo o vilarejo viera saudá-lo, e participar com ele deste momento tão feliz. Ainda estavam admiradas com a bravura daquele menino em ter enfrentado tão baixa temperatura para socorrer o avô por quem tinha um amor tão grande.
Muitos não continham a emoção por vê-los vivos e saudáveis, e os que haviam desencorajado o menino a seguir em frente sentiam-se envergonhados, e mal podiam encará-los.
De repente a multidão não se conteve, e as pessoas começaram a questioná-lo, maravilhadas sobre como ele havia conseguido realizar aquele feito, de não ter se rendido ao frio intenso, à canseira, às propostas de desistência.
O menino olhou para cada pessoa em silêncio por alguns segundos, e foi simples como ele mesmo:
- Eu escolhi persistir.
Até a última quadra completada, não há quem determine que acabou, que não tem jeito. Até a última chance, alternativa, opção, maneira, não há quem possa dar a situação como vencida.
Siga em frente na estrada, e se necessário, ande mais duas quadras; mesmo que o frio, a canseira, tente lhe fazer desistir. Siga em frente! Isto só vai ruir se você desistir. Mas você não tem que desistir. Você pode continuar. Você pode!
Você não tem quer dar ouvidos a quem te diz pra desistir. Você não tem que ceder! Não é regra. Não tem que ser assim!
Não é regra se tornar, ter o mesmo, que os da sua casa, que os seus colegas de infância, de escola... Você faz a regra!
Você pode ir contra o vento cortante do peso da hereditariedade. Você pode fazer diferente!
Siga em frente! Vá seguindo! Escolha conseguir. Escolha persistir!
Diante das ofertas de desistência, de um sofá confortável que lhe convida a desistir da igreja, de um programa animado que lhe convida a desistir de orar, de buscar a Deus, de estar em Sua presença e fazer o que Lhe agrada, escolha persistir. Escolha dizer ‘não’ para isto que se faz parecer sua única opção, pois não é. Você pode ter um lindo testemunho amanhã para ajudar a outros, e ser imensamente feliz e realizado na vida, se escolher persistir hoje.
Em nome de Jesus, que amanhã, numa outra realidade, você possa dizer sobre a situação que está enfrentando hoje: - Eu escolhi persistir!
Diga hoje: - Eu escolho persistir!


Autor Desconhecido

Fale a Sua Verdade e Saiba Ouvir


Recentemente descobri que não sou um bom ouvinte e comecei a observar mais as pessoas nesse sentido. E constatei que muitas pessoas também têm tendência à chatice.
Sim, porque chato é aquele que sempre tem uma opinião sobre tudo e que acha que deve expressá-la a todo o momento. O chato acredita que o outro não é capaz de dizer tudo o que é necessário e que a sua contribuição para o assunto ou para resolver o problema é fundamental e indispensável.
O Chato não quer ouvir, não sabe ouvir, não suporta ouvir! Só quer falar e justamente por isso acaba perdendo momentos preciosos da vida, se afastando de pessoas maravilhosas de seu convívio. E o pior: é rotulado, com razão, como arrogante!
É preciso exercitar a arte de ouvir porque quem não ouve não cresce, fica apenas com a bagagem que já possui.
Reconheça mais e considere os pensamentos e sentimentos das pessoas que convivem com você. Crie o hábito de perceber o que os outros querem realmente dizer. Dê uma chance às pessoas colocarem por completo as suas idéias.
Saiba escutar! Aprenda a perceber as intenções e as necessidades dos outros. Seja mais humilde e ouça as pessoas, as suas verdades.
Coloque-se no agora e deixe claro para si mesmo o que foi dito pelo outro. Interesse-se pelos planos, pelos ideais, pelos problemas e pela vida de quem está diante de você, apenas tendo uma atitude de ouvir. Tenha calma e abaixe a sua ansiedade quando estiver numa conversa. Fale mas também ouça! Sorria mais. Desenvolva mais o seu bom-humor e deixe mais à vontade quem conversa com você.

" Quem fala e não ouve é egoísta. Só sabe falar quem sabe ouvir".


Autor Desconhecido

Real Valor


Entre todos os desejos que você possa ter, entre todos os pedidos que queira fazer, comece pelo principal: ter um encontro com você, se conhecer, se amar e se respeitar, saber dos limites, daqueles que podem ser vencidos e daqueles que deve se impor. Não queira abraçar o que os braços não alcançam, não queira trabalhar além do próprio dia, nem levar para a sua casa, que deve ser santuário, os problemas do dia que não resolveu. Se o amor não aconteceu, se a promoção não veio, se não conseguiu passar no vestibular, se não arrumou o emprego dos sonhos, ainda assim, deve restar o principal, tem que restar a certeza de que é possível recomeçar. Para os que sonham de olhos abertos, com um pé nas nuvens e outro no chão, a realização dos objetivos e só uma questão de tempo, por isso, respeite-se e exija respeito, que se abram as janelas do céu, que as bênçãos venham, pois você, somente você deve saber dar o valor devido, a maior obra de Deus, a sua grande criação, que você pode encontrar agora pela manhã, diante do espelho mais simples. Descubra-se!
Paulo Roberto Gaefke

Aprendizagem


De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que não importa o tipo de relacionamento que se tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que “saber ganhar” a vida, às vezes não é a mesma coisa de “saber viver”.
Aprendi que a vida, às vezes, nos dá uma segunda chance.
Aprendi que se procurar a felicidade, vai se iludir.
Mas, se focar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
As pessoas gostam de um toque humano, de segurar a mão, de receber um abraço afetuoso ou simplesmente de um tapinha nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
As pessoas esquecerão do que disse.
Esquecerão o que você fez.
Mas nunca esquecerão como você as tratou.

Autor Desconhecido

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Borboletas



Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana

Uma Questão de Escolha



O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las.
Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples...
Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. 
Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar.
Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer.
É simples...

Padre Fábio de Melo